Hora de reformar a casa: veja a melhor opção de crédito

Hora de reformar a casa: veja a melhor opção de crédito

A busca pela moradia dos sonhos tem ficado mais longe em meio à crise no Rio. Quando tentam vender seu imóvel para comprar outro, muitos têm se deparado com a baixa procura ou com ofertas de valor bem abaixo do esperado. Diante disso, as pessoas estão optando por adiar a mudança e apostar em melhorias no imóvel atual.

— Com a crise no mercado imobiliário, tem sido difícil fechar compras e vendas. Mas com a queda na taxa de juros e a maior competição no mercado, o momento é bom para fazer melhorias no imóvel, que exigem um investimento bem menor. É possível fazer também uma boa negociação de preços — afirma Filipe Pires, coordenador do MBA em Finanças do Ibmec/RJ.

Segundo dados do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio de Janeiro (CAU/RJ), houve crescimento de 15% no número de Registros de Responsabilidade Técnica em imóveis residenciais e comerciais, feitos em reformas, de janeiro a agosto deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado.

— Construções novas estão paradas, mas vimos crescimento em reformas. No residencial é menor, mas deve começar a melhorar agora no segundo semestre, quando as pessoas querem fazer melhorias no imóvel para o fim do ano — avalia Fernando Mendes, coordenador da Comissão de Exercício Profissional do CAU/RJ.

Antes de iniciar a reforma, é necessário ter em mente qual é o objetivo. Se é continuar no imóvel e melhorar o bem-estar da família ou se é investir em melhorias para vender o bem em melhores condições no mercado no futuro. No segundo caso, os especialistas acreditam que o mercado está saindo do período de baixa, mas alertam que ainda não há perspectivas de valorização, o que poderá garantir esse retorno daqui a alguns anos.

— Os preços de imóveis no Rio começaram a cair mais devagar, mas ainda estão caindo. A expectativa é que, no ano que vem, os imóveis parem de se desvalorizar. Somente depois disso poderá começar uma valorização. Mas, para retomar os preços pré-crise, não há expectativa ainda — afirma Bruno Oliva, pesquisador da FipeZap.

Se você decidiu investir na reforma, mas não tem recursos para isso, é preciso avaliar qual é o melhor crédito a ser tomado com esse objetivo. Alguns bancos têm linhas específicas para obras e reformas, mas há especificações para esse uso. Entre as opções de crédito pessoal mais barato está o consignado ou com garantia real.

— É necessário fazer uma boa pesquisa para saber qual opção cabe mais no prazo e no montante desejados com os menores juros. O que não se pode é pegar crédito de curto prazo, como cheque especial e cartão de crédito. Os juros são muito altos e não são para serem usados nesses casos — afirma Myrian Lund, professora dos MBAs da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Fintechs e bancos digitais dão alternativas

A recomendação dos especialistas é não buscar crédito somente nos grandes bancos, mas também em instituições digitais e fintechs, que podem oferecer juros mais atrativos. Numa fintech brasileira do segmento de serviços financeiros, especializada em crédito com garantia real, por exemplo, o empréstimo para reforma é o terceiro maior motivo de solicitações. De janeiro a setembro de 2019, houve um aumento de 96% de contratações em relação ao mesmo período de 2018.

— Estamos vendo um aumento no número de pedidos de crédito para isso — afirma Fabio Zveibil, vice-presidente de Desenvolvimento de Negócios da fintech.

Consórcios são caminho para quem não poupa

Alguns bancos oferecerem a opção de consórcio para fazer obras e reformas. Segundo especialistas, essa, em geral, não é a melhor escolha financeira. Mas pode ser uma boa opção para quem tem dificuldade de juntar dinheiro, não tem pressa para fazer as melhorias, e não consegue linhas mais baratas de crédito.

— Os consórcios podem ser uma boa ideia para quem não consegue juntar dinheiro. A vantagem é que só se paga a taxa de administração da conta no resgate dos recursos, quando ele é sorteado. Além disso, muitas vezes, essa taxa é menor do que os juros cobrados em algumas linhas de crédito — afirma Filipe Pires, coordenador do MBA do Ibmec/RJ.

Via Extra Online

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