Regularização de para-raios

Regularização de para-raios

Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o Brasil é o país onde existe a maior incidência de raios em todo o mundo. Estima-se que aproximadamente 60 milhões de raios atinjam o solo brasileiro por ano, ou seja, cerca de dois por segundo. Por essa razão, o topo dos prédios pede atenção especial, pois, a falta de manutenção ou a inexistência de para-raios pode trazer prejuízos, acidentes e até risco de morte para os moradores.

O engenheiro eletricista Marcelo Trombetta Ballin explica que existem normas brasileiras que regem os sistemas de aterramento e para-raios em edificações. “Essas normas são desenvolvidas por comissões da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e são revisadas de acordo com o desenvolvimento tecnológico e novas demandas que surgem com o passar do tempo”, explica.

Segundo o engenheiro, o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) possui as próprias instruções normativas e as mantêm atualizadas. “Essas instruções são de fácil leitura e estão disponíveis na página do Corpo de Bombeiros, sendo de grande importância para síndicos e interessados no assunto”, orienta.

Equipamento é obrigatório

O Corpo de Bombeiros exige para-raios, tecnicamente conhecidos como Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas (SPDA), para imóveis com ocupação residencial privativa multifamiliar, com 20 metros ou mais de altura ou área construída de 750 m² ou mais. “A falta de equipamentos ou a necessidade de manutenção no sistema de proteção contra descargas atmosféricas impede a emissão do atestado para funcionamento dado pelo Corpo de Bombeiros, bem como o condomínio fica passível de sanções administrativas”, esclarece o major e chefe da Divisão de Normatização do Corpo de Bombeiros Militar, Jailson Osni Godinho.

O especialista explica que quando ocorre uma notificação é pelo fato da edificação não estar de acordo com as exigências das Instruções Normativas, como o projeto de SPDA possuir incompatibilidades de projeto e execução, condições precárias das instalações ou falta de laudo que ateste o funcionamento adequado do SPDA.

Inspeção

Sem o SPDA em dia o condomínio não recebe o atestado de funcionamento e está sujeito a sanções administrativas.

Segundo o major, o serviço deve ser prestado por profissional habilitado do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA) ou do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU) e o Corpo de Bombeiros exige, junto com os projetos ou laudos, as respectivas anotações de responsabilidade técnica (ART), emitidas pelo conselho de classe, comprovando a habilitação para tal serviço. “O SPDA tem validade indeterminada, sendo necessárias inspeções e manutenções de rotina e a inspeção visual deve ser efetuada anualmente, independente da ocupação da edificação”, orienta. Já as inspeções técnicas devem ser efetuadas conforme o tipo de edificação: estruturas destinadas a fins residenciais, comerciais, administrativos ou industriais, por exemplo, devem ser vistoriadas em intervalos de cinco anos.

A elaboração do laudo é feita através de avaliações que incluem medições técnicas do sistema. Essa coleta de informações produz um relatório das possíveis adequações e manutenções. Se o equipamento estiver dentro das prerrogativas das normas é emitido um Laudo Técnico de Conformidade e uma ART ou RRT.

Equipamentos

O especialista em sistemas preventivos Diego Marcelino explica que o para-raio protege, essencialmente, a estrutura física do prédio, não evitando que a energia das descargas atinja as instalações elétricas. “O SPDA especificado no Projeto Preventivo Contra Incêndio (PPCI) protege a estrutura contra possíveis incêndios provocados pelas descargas atmosféricas, porém não protege integralmente os equipamentos eletro-eletrônicos no interior da edificação”. Segundo ele, se a descarga atmosférica não cair na edificação, mas atingir um local próximo, as energias que transitam pelas redes elétricas podem seguir pelos cabos condutores atingindo as tomadas e queimando equipamentos dentro dos apartamentos. “Para a proteção dos equipamentos é utilizado nos quadros de disjuntores um dispositivo chamado Disjuntor de Pulso de Surto (DPS) em cada fase e neutro. O DPS monitora a tensão em cada linha e, em caso de subida brusca de energia, é ativado protegendo o circuito e os aparelhos ligados a ele”.  A utilização desse equipamento não está incluída nas normativas do Corpo de Bombeiros, mas é obrigatória segundo as novas normas de instalações de baixa tensão da Celesc.

 

Fonte: Condominio Sc

Dicas para uma mudança organizada
15 de fevereiro de 2019
Como montar um espaço para seu pet?
14 de fevereiro de 2019
Saiba quais são as funções do zelador do condomínio
Com juros baixos, alugar imóvel volta a ser opção atrativa
Como funciona o depósito caução para aluguel
Desvalorização de imóveis: entenda os motivos

Nenhum Comentário

Deixe um Comentário